Maria
Prosa e Poesia
Capa Textos E-books Fotos Perfil Livro de Visitas Contato
Textos

O destino de um coração que ama

O destino de um coração que ama

é amar.

E entregar esse amor

para a felicidade do ser amado...

 

Seja pelo olhar,

pelo sorriso,

por um chamado de “vem cá”,

para um abraço que fale por si,

pelas palavras que fluem do peito

numa linda e íntima carta de amor,

pelo toque em momentos inesperados,

pelo querer estar sempre perto,

junto,

dentro...

 

Porque amar

é essa coisa quase inexplicável

de querer habitar o outro

sem lhe tomar o espaço,

de querer fazer morada

sem construir muros,

de estar presente

mesmo quando nenhuma palavra

é necessária.

 

É querer saber dos seus dias,

das pequenas coisas,

daquilo que o fez sorrir,

daquilo que lhe doeu.

 

É reconhecer seus olhos

mesmo no meio de uma multidão

e sentir, antes mesmo que ele fale,

que aquele é o lugar

onde o coração repousa.

 

É querer tocar sua mão

não para segurá-la,

mas para dizer, silenciosamente:

estou aqui.

 

É olhar

e deixar que os olhos contem

aquilo que a boca, tantas vezes,

não consegue dizer.

 

E talvez seja isso

o destino de um coração que ama:

não possuir,

não exigir,

não aprisionar.

Mas entregar-se.

 

Entregar a própria luz

para que o outro possa enxergar-se melhor.

Entregar ternura

para que seus dias sejam menos pesados.

Entregar presença

para que a solidão não seja tão funda.

 

E, quando possível,

entregar também o corpo do amor:

o abraço,

o beijo,

a mão dentro da mão,

o rosto junto ao rosto,

o silêncio dividido

sob a mesma noite.

 

Porque há amores

que não querem o mundo.

Querem apenas

um pequeno lugar

dentro do mundo do outro.

 

Um “vem cá”.

Um olhar demorado.

Um sorriso que fique.

Um abraço que não tenha pressa.

 

E talvez seja justamente aí,

nesse pequeno lugar,

que um coração que ama

encontre sua eternidade.

Maria
Enviado por Maria em 25/09/2026
Comentários