Maria
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Textos

Mãos de Utopias

Um dia eu achei que compreendia o tempo. Debruçava-me no parapeito das horas e as via passar como astros num céu azul sem nuvens. Balouçava-me a ideia de que ampulheta guardaria a minha areia na parte de cima do tempo da vida enquanto o sonho não acontecesse. Mas, o tempo passou como um tornado - devastador e cruel - e levou partes do sonho, carregou memórias, assombrou o passo futuro que, agora, temo, não mais acontecer. Não olho mais a janela do tempo para tentar compreender o tempo. Olho para decifrar meu próprio olhar. Pergunto-me se ainda acredito no amanhã. Se há nas mãos alguma utopia para me manter a caminhar...

Maria
Enviado por Maria em 22/08/2026
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