O tempo tecido de horas - sem pausas - faz o voo na noite agreste e úmida. Os olhos pendem à procura: de um sol que me sorria em cores, de um abraço que me aqueça a face, de um poema ou carta de amor que me faça parar de respirar. Nada encontro na pauta do dia além da Escuridão que chega. É como se o silêncio abrisse um túmulo para que as palavras ali se atirassem em fuga. Delas entendo. Faço fugas interiores quando o mesmo manto da Escuridão me cobre a alma. Me aquieto em meus pra dentro e a voz que chora se cala... O silêncio sussurra angústias, medos e saudades do que nunca tive. Deles sei viver. O tempo tecido de horas sem pausas faz o voo na noite agreste e úmida. Os olhos pendem à procura... à procura... procuras...