Em meus revoos vou...
tocando a superfície,
a névoa azul do tempo,
o choro das florestas...
Calo-me diante do horizonte longínquo,
da grandiosidade do mundo que vi.
Calo-me diante dos capítulos amargos
da vida que precisei engolir,
da dor pungente que não sara,
dos espinhos e cardos do caminho.
Calo-me olhando o fundo Poço.
Os olhos que falam de dor,
sofrimento,
angústia
e solidão...
Fico em silêncio,
desvendando seus segredos
por entre as linhas escritas,
procurando senti-lo.
Em meus revoos espalho
o que há de mais profundo em mim,
aquilo que me anela a alma:
o amor.
Amor que é como vento da floresta,
suave e doce melodia
a tocar e acordar o coração...