Tudo se mistura, tudo se transforma.
Um verbo vira agente, o outro foge rente.
Não existe vazio entre as linhas do papel -
cada pausa é moradia da alma
que encontra partidas sem sair do lugar.
Por longos anos contei a existência de grão em grão.
Cada dia um fio de paixão, uma calda de amor
a dançar com as palavras
em busca de encontrar um lagar
no coração deste Sol de Amor.
No espelho, o olhar dizendo tudo
e nada vendo além de sua própria íris.
Sigo, na impossibilidade do toque,
o olhar buscante de abrigo,
sendo lar, ninho, lugar -
espaço e tempo, onde tudo acontece.