Nunca neguei o sofrimento, nem dele fugi. Sempre o enfrentei com coragem, mesmo sucumbindo por tantas e tantas vezes. Acredito que há outros modos de habitar a vida, de fazer a travessia sentindo a paz do passarinho com seu ninho à beira do precipício, do abismo que a razão aponta ou da cachoeira ensurdecedora do mundo. Sim, os penhascos compartilham o silêncio e a contemplação das águas e do experimentar a existência em sua plenitude reconciliada com o mundo.