Maria
Prosa e Poesia
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Textos

O campo morto - a noite como mortalha

E sente a Poeta a própria ausência,

Nasce a palavra sem defesa - direta, fria.

Não é metáfora - mas também não é terror.

O fantasma foi lembrado, ficou: foi Amor!

 

E a névoa existe e tudo cobre sua mortalha.

Pode ser vista, invade, é - não é, tocada!

É memória em outro - em fumo se espalha,

Espectro da Vida - para sempre lembrada!

 

O campo morto - a noite como mortalha,

a presença da morte - a matéria viva.

Observa o pássaro - ouve-se o grito da gralha.

 

E o Poeta, sozinho, pela sombra cativa,

recolhe do silêncio a dor que não se cala

e faz do próprio assombro a canção que o aviva.

Inspirado Num campo morto segue o Poeta

de ThiagoRodrigues

Maria
Enviado por Maria em 29/05/2026
Alterado em 29/05/2026
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