Não abri o olhar
para fora
em busca de ver
se há algum luar cintilante
transmitindo sinais de vida
em minha janela
do tempo profundo.
A noite me parece triste.
De vez em quando
uma lágrima cai
na solidão
da madrugada insone.
Não há sussurros de brisas
e o silêncio
toca meus cabelos
numa carícia
que tanto sonhei receber
de quem carrega
minhas iniciais
na palma da mão.
Mesmo me sabendo sozinha,
parece-me
que sua presença está
em todo lugar.
É que sinto
tão profundamente
e desejo tanto
sua presença quente
que a mente o recria
no cosmos
do meu pequeno território
de amor.
E tranca
um soluço
na garganta.
Os anos passaram
rápidos...
E, esse amor
de longa data
ainda aguarda
aquela carta inesperada,
milagrosa,
a mensagem prometida
em:
“irei te falar”.