Na noite que me resta
ainda aguardo a carta
que me dirá
do amor sublime
e forte
que jamais será
de nós arrancado.
Aquele, perene,
verdadeiro,
que é bálsamo
que cura,
força que corta
e também
sutura,
as muitas feridas
pela dor
impostas
e ainda
a se extirpar...
Dê chance ao tempo -
clamo por ele -
que passe hoje
e que eu possa
abrir os olhos
na manhã
de luz
e os lábios do Sol
suavemente
beijar.